Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Era uma vez um V, de Verdade

a sinceridade não é uma busca,

é um caminho.

a honestidade dos dias e das relações é uma coisa bem mais simples se não pensarmos nela como se fosse uma questão de vida, ou de morte. no fundo, falamos e sempre falámos demasiado. esquartilhamos cada pedacinho de amor. pensamos no futuro. se sim, se não. se for talvez, desistimos.

é tão mais fácil apreciar a simples futilidade dos dias leves e das gargalhadas ocas.

a Verdade não é competir com o coração. nem ultrapassá-lo.

será, talvez, acompanhá-lo.

 


Domingo, 22 de Fevereiro de 2009

A Dúvida

Há dias em que gostava de saber exactamente que perguntas fazer a mim mesma.

Som, som: what am i to you?

Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

Como quem nunca quer acabar esta viagem

(a honestidade dos sonhos, RC 2009)

 

Escrevo Teatro como quem se olha ao espelho e entre a pele e a carne descobre as cicatrizes da vida. Escrevo Panos enquanto me visto, lentamente. Talvez a nudez me incomode e prefira nunca mais ter o coração aberto e vulnerável. Escrevo “Palco” e reconheço logo as raízes dos meus passos. Os motivos. Os fundamentos. A moral e a estética. A racionalidade e o amor. Olho em frente: tantos sonhos.

Digo palco, bambolinas. Digo pernas, panos. Digo proscénio, esquerda, direita, alta ou baixa. Digo cena. Digo deixa.
Grito Teatro – chego a Mim.
Quando piso o palco, sei exactamente o peso do meu corpo e a temperatura da minha voz. As palavras. Os gestos. As respirações. Superei a exactidão das frases e a certeza dos movimentos. Hoje, sei a última letra do meu nome e a cor do meu sangue.
Atrás da pele, mora, em mim, um Mundo. E entre os músculos escondo as palavras a que o meu corpo dá forma. Suspiro amor, como se pudesses mergulhar numa veia do meu braço e vir ter, devagarzinho, ao coração.

Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

(sem título)

Escrevo porque tenho medo que sintas frio, aí, onde moras. Que esteja frio, agora, que o Amor é um lugar longe.

Quando souber, eu prometo, vou escrevê-las em lã vermelha. As letras. Depois, uma a uma, ponho-as no meu coração e aqueço-as. Hei-de limpá-las, também, com o cheiro das lágrimas, para que te pareçam as mais bonitas da nossa Hstória.

Oh, quem me dera dos meus olhos ver o abismo do coração. E que ele parasse de te escrever em todas as paredes do meu corpo.

Dentro de mim, há amor e nuvens. Céu e terra. Há sonhos.

 

 

 

 

Som, som: take me home

Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

Urgências

Hoje, só queria saber exactamente em que lugar mora o Amor.

Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

"Quem sou eu?" ou "Rascunho para uma possível autobiografia"

 (a dream is my world. auto, 2008)
 
 
De mim, sei somente o que agasalho todas as vezes em que escrevo o meu nome. Começo com C e ainda não sei com que letra acabo. Um dia. Um dia hei-de tocar as estrelas com o meu sorriso. Saberei envelhecer a olhar o mar, sem invejar o infinito. Entropia divina. Conhecerei a solidão do amor e das palavras gastas. Dos sorrisos timidamente soltos. Ensinarei ao corpo o calor da paixão e a lava da saudade. Um dia, cultivarei em mim um jardim de afectos.
 
Quem sou? Sei-o bem, mas não de um saber linguístico, daqueles que cabem nas palavras. Em tempos, guardava metáforas no coração e trazia versos debaixo da língua. Nesses tempos, cabia-me entre as mãos a poesia do silêncio. Decorava todas as respirações, todos os gestos, todos os olhares. Punha-os em cima de uma folha e logo surgiam as letras, apressadas e rápidas, ocupavam os seus lugares e as frases nasciam, timidamente.
Quem sou? Sou todos os que couberem no meu corpo. Serei todos os que souberem sorrir o meu sorriso. Fui todos os sonhos, todas as utopias.
Eu prefiro as palavras a Deus. Prefiro as estrelas. Que dêem o lugar de Deus às estrelas e que elas nos abram o mapa da alma. Assinalemos o amor como se fosse o único lugar tangível. Fechemos os olhos. Amemo-nos, vagarosamente, como o pôr-do-sol. Verão do nosso amor.
Sei, de mim, o anoitecer. Consumo freneticamente os dias. À noite, guardo todas as melodias. Recolho as notas e o piano. Escondo-os atrás do coração. Às vezes, ainda se ouve um dó desafinado ou um fá mais arriscado. Anoiteço deitada sobre a parte mais triste do meu corpo. Desejo que cresçam em mim os sonhos. Durmo para enganar o tempo. Para que eu me esqueça de que caminho, irremediavelmente, para o final das frases. Para a lentidão dos dias e das lágrimas. Para lá da pele, tenho o sangue. Os ossos sedentos de intermináveis passeios pela vida. Há um pulsar, uma magia. Sou um túmulo de versos em branco. 
Aguardemos o Inverno, meu amor. Aguardemos a limpidez dos sorrisos e a clareza da solidão. Aguardemos o Inverno, meu amor. Esperemos que as palavras nos beijem. Que se acendam as estrelas. Obedeçamos ao firmamento, aos céus. Amemo-nos eternamente, meu amor. Deixemos nascer a Lua e amemo-nos pacientemente, meu amor. Que o que vejo e sinto já não posso cantar. Amemo-nos suavemente, meu amor. Esqueçamos os calendários e as horas. Caminhemos sobre o silêncio. Enlacemos as mãos.
 
Que de mim, restar-me-ão apenas as palavras e os poemas, com que esperarei, de porta aberta, a felicidade eterna. 
 
Som, som: when you wish upon a star

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